
Meio-elfa · Guerreira
Kestra
Loira de tranças, braços de quem carregou peso a vida inteira e armas demais para uma pessoa só. Odeia pensar e odeia decidir. Prefere que alguém aponte a direção para ela correr.
“Tá bom. Aponta.”
A Taverna do Goblin · Livro 1
A rainha Maelis estava morta havia duzentos e sessenta anos, e o pé dela ainda estava quente.
Fantasia medieval de F. H. Santos, escrita em português. O prólogo e o primeiro capítulo já estão prontos e você lê agora, em PDF, antes de todo mundo.

Sobre o livro
Kestra foi paga para roubar uma única moeda do túmulo da rainha.
A última vez que alguém perdeu aquela moeda, dois reis morreram e um reino virou dois. Ferida, caçada e sozinha na chuva, ela segue a única luz dos campos: uma janela verde e redonda, que parece olhar para quem chega.
Na manhã seguinte, ela e os cinco companheiros de estrada acordam juntos no andar de cima da Taverna do Goblin, cada um jurando que dormiu numa cidade diferente. Ninguém lembra como chegou. Há Farejadores na porta, uma linha nova na Lousa e, no bolso de Kestra, alguma coisa quente que não era dela.
Lá fora, o rei está morrendo, seis herdeiros afiam as facas e a magia está sumindo do mundo sem que quase ninguém perceba.
Na casa do Goblin, ninguém sai sem pagar. Nem os deuses.
Leitura antecipada
Deixe seu nome na Lousa e receba agora, de graça, o começo de Ninguém Sai Sem Pagar: o prólogo A Bota da Rainha e o capítulo 1, A Manhã Seguinte, quase cinquenta páginas em PDF, diagramadas como no livro impresso.
Entalhadas acima do balcão
Em quase toda cidade de Vessara existe uma Taverna do Goblin. Nas capitais e nos fins de mundo, perto de portos e perto de covis de dragão. Em todas elas, a mesma placa, a mesma tábua com as mesmas oito regras, palavra por palavra, e o mesmo goblin em pé num caixote atrás do balcão.
É o mesmo goblin em todas? São vários? Quando perguntam, ele muda de assunto ou cobra a próxima rodada.
Todo livro da série tem o nome de uma regra ou de uma lenda da casa. Este é o segundo mandamento. Kestra vai descobrir o que ele custa.
“Aço na bainha, freguesa. E come. Na casa do Goblin, ninguém sai com fome.”
Quem acorda no andar de cima
Todos parecem o protagonista. Nenhum é. Cada capítulo segue um deles, e o leitor troca de aposta a cada virada de página.

Meio-elfa · Guerreira
Loira de tranças, braços de quem carregou peso a vida inteira e armas demais para uma pessoa só. Odeia pensar e odeia decidir. Prefere que alguém aponte a direção para ela correr.
“Tá bom. Aponta.”

Halfling · Mago sem licença
Todo mundo o toma por contador ou mercador de miudezas. Ninguém pode saber que ele é mago, e nenhum feitiço dele é de graça. O preço só sobe.
“Você não pensa, Kestra. Por isso eu te pago.”

Gnomo · Ladino e contador de histórias
Coleciona tudo sobre a Taverna do Goblin e anota em um caderninho de que orelha estava o corte, em cada cidade. Nunca conseguiu terminar de dizer o próprio nome.
“Foi a melhor noite da minha vida! Eu lembro de tudo. Menos do final.”

Humano · Paladino da Balança
Anda de armadura completa como se fosse roupa comum. Busca o Equilíbrio, que é como ele chama a justiça. Esconde de todos que, a cada oração, sente o deus dele um passo mais longe.
“Havia uma causa justa.”

Anão · Clérigo do Andarilho
Primeiro a conversa. Depois os punhos. Depois mais conversa. Faz da estrada a sua igreja e fala por Traall, nem sempre traduzindo o que Traall disse.
“Os deuses mandaram. Ou foi a cerveja. Dá no mesmo.”

Meio-orc · Guerreiro
O maior, o mais assustador e o mais gentil do grupo. Não tem língua. Fala por sinais que só Doran entende, e é o único a quem os cães de rua obedecem.
Faz um sinal. Doran traduz de um jeito diferente a cada vez.
E o dono da casa
Noventa centímetros, careca, barrigudo, de avental e pés descalços que não fazem barulho no assoalho. Orelhas que parecem duas folhas de repolho abertas para os lados. O rosto mente. As orelhas não.
Não é bom nem mau. A única lealdade dele é a taverna: cliente bem servido, casa funcionando, e para isso ele faz o que for preciso. Aparece em quase toda aventura, sabe mais sobre a magia do que diz e nunca responde se é o mesmo goblin em todas as tavernas do mundo.
Na ponta de uma das orelhas, um corte em V. Em qual delas, depende de quem está olhando.
Vessara
Há cem anos, um aprendiz soltava uma bola de fogo com dois componentes e um gesto. Hoje a mesma bola de fogo exige um mestre, um grimório e uma noite inteira de sono de morto. A magia dos magos está rareando, a dos templos também, e cada feitiço cobra do mago e cobra do mundo.
Quase ninguém percebeu. Os que perceberam não contam. E o Goblin, com tavernas em todas as cidades, vê tudo.

Atrás do balcão, uma ardósia coberta de riscos que ninguém lê. É onde o Goblin anota o que cada um deve. A dívida da Lousa nunca prescreve.
“Estar na lousa do Goblin”: dever a alguém perigoso.
Uma por noite, inteira, para uma pessoa só. Quem bebe vê, por um instante, alguma coisa que tinha esquecido. Há histórias de homens que pagaram um ano de salário por ela. Há histórias piores.
“Já está paga.”
De Aldrenhal, da Encruzilhada ou de qualquer uma das quatro estradas, fica sempre a exatamente uma hora. A galope, a pé ou mancando. Nunca mais, nunca menos. Ninguém sabe por quê.
“Quem vê a lanterna verde não morre de frio.”Financiamento coletivo
Brochura de 15,5 x 23 cm, miolo em papel creme, mapa de Aldrenor no início e a capa que você viu lá em cima. Antes de abrir a campanha, estamos juntando os primeiros da fila: quem entra na lista agora recebe o prólogo hoje e as melhores condições no dia em que a campanha abrir.
Uma tigela

Cerveja e cama
Encrenca
A mesa dos fundadores
As recompensas acima são a previsão para a campanha. Valores, prazos e detalhes finais serão anunciados primeiro para quem está na lista.
Quero entrar na lista da campanha
F. H. Santos
O autor
Ele nasceu em mesas de RPG, muito antes de existir um livro. Um taverneiro pequeno, verde e caótico que aparecia em toda aventura e nunca dizia se era o mesmo em todas as cidades. Os jogadores voltavam à taverna dele mais do que voltavam aos dragões.
F. H. Santos é o criador da Taverna do Goblin e de tudo o que existe nela. Ninguém Sai Sem Pagar é o primeiro livro de uma série escrita em português, com o mundo inteiro construído do zero: os deuses, os reinos, as moedas, o custo da magia. O livro é para quem gosta da lama e do peso de Bernard Cornwell, das intrigas de George R. R. Martin e do grupo de aventureiros que fez muita gente virar leitor.
Quer conversar sobre o livro, entrevistar o autor ou levar o Goblin para o seu podcast ou canal? Escreva para contato@tavernadogoblin.com.br.
Editoras, agentes e imprensa
Sinopse completa, ficha técnica, comparáveis, materiais de arte e o PDF de leitura antecipada, tudo numa página só. O manuscrito é apresentado a editoras em paralelo à campanha independente.